quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sonhos


Meus sonhos varam as madrugadas,
          com os sons altos
          dos tambores que se arrebatam em cântigas.
Trago em mim Olorum como crença,
          que não pune em pedaços,
          mas me enche o peito gravida de esperança.
Malungos manchando o sol de Novembro,
          saindo as garras,
          defesa e guerra.
Meu sonho grita na lança brilhante de Zumbi.
A espada de Ogum
          é o lê, o rumpi, é o rum.
É a furia sem arreios,
         terra farta dos anseios,
         desacato, ato, sem freios.
Planto em mim mesma na alma a garra,
         em cada mente, em cada  face, em todos os lugares.
Meus sonhos não fazem silêncio,
          para sempre será desperto e certo,
          mas que vivo.



Licença Creative Commons


A obra Sonhos de Aline Barbosa foi licenciada com uma Licença Creative Commons - Atribuição - Uso Não-Comercial - Obras Derivadas Proibidas 3.0 Brasil.