Meus sonhos varam as madrugadas,
com os sons altos
dos tambores que se arrebatam em cântigas.
Trago em mim Olorum como crença,
que não pune em pedaços,
mas me enche o peito gravida de esperança.
Malungos manchando o sol de Novembro,
saindo as garras,
defesa e guerra.
Meu sonho grita na lança brilhante de Zumbi.
A espada de Ogum
é o lê, o rumpi, é o rum.
É a furia sem arreios,
terra farta dos anseios,
desacato, ato, sem freios.
Planto em mim mesma na alma a garra,
em cada mente, em cada face, em todos os lugares.
Meus sonhos não fazem silêncio,
para sempre será desperto e certo,
mas que vivo.
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